terça-feira, 4 de novembro de 2008

Cartesianus...

Sou assim Descartes...
Fabricante de produtos com defeito de fábrica,
Disléxico no pensamento,
Orador das paralinguagens,
Empregado e nem sempre pregador...
das próprias sinestesias e orgias.

Um escritor-de-dedo...
sentado na areia da praia,
leitor de íris e de pálpebras...
não de pontuações e nem de palavras.

E eis aí a Arte no meu cotidiano...

Para alguns é algo que surge da fé,
em momentos mágicos...
num ato de sublime ins-
...
Piração...
Para mim é muito menos...

para que seja assim
sim
muito mais...

Antes de ser meta é físico.
É simplesmente ne-ces-si-da-de...
Ação fisiológica pulmonar de excreção.
Uma mera bombinha de ar,
Ou mesmo a própria asma...
ao asfixiar todos os meus Estados de sobrevivência...
pura...

Transpiração para continuar a respirar.

Ou melhor ainda...

É também inspiração...
Mas não um ato de liberdade,
Mais sinônimo até de reclusão...

Vem quando a ignorância me deixa mudo...
Sem ação.
Com vergonha de expor os cabelos da bunda...
Exalto a beleza do cu
sem acento
da razão.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Conhecendo o MUITO e o BEM...

Sinto que meus mestres me conhecem MUITO BEM
Sinto MUITO por não me ensinarem BEM quem são os meus mestres

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Zen!?

Queridíssimos pretéritos, princípios, presentes, recentes...
Quem vos fala segue
na contemplação do tempo que se foi...
Vive apenas ação.

De lado, de frente ou de costa...
corre e só olha para o céu.
Nem precisa ver o chão.
Já sabe que é do mar.
Areia fofa...
fina...
Confia na pisada.
Acredita estar em casa.
É verdade?
Então basta.
Continua!

Desculpa...
Tem momento que a paciência não cabe...
não move...
finca nó...
só.

Até peço licença...
cuido...
levo saudade...
Mas se saio ou se chego...
Dou movimento...
esqueço.

Quero ritmo...
definir passos...
harmonizar a dança...
mais pra cá do que pra trás.

Vem mar!
Vê mar...
Quem vos fala quer você em verdade.
Juntos por dentro...
em firme base e liberdade...
Teu corpo quente...
seco...
É certeza!
Zap...
Zum...
Zen!?
VEM... vem... ve.. v.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

"Do fim ao princípio..."

Eis o tempo das distâncias...
Das proximidades lúdicas e virtuais...
Quase sempre tão retas que tangem o cheiro...
E não tangenciam a circunferência do olhar...
o triângulo do tato...

"Ado, ado, ado... Cada um no seu quadrado..."

Tenho andado próximo a relativos princípios...
bem longe do fim...
Ufa!

Fim aos excessos de raízes...
deixo apenas as que me sustentam...
para vôos bem mais longes daqui...
Até...
Mas o que é que você veio fazer aqui mesmo?

A quem entende como viagem...
outros como expressão
ou até necessidade...
Diferente?

A verdade é simples...
Poucas vezes única...

Apenas.

sábado, 27 de setembro de 2008

Camisa

Pequena...
Exata forma...
Sucinta pele...
Derme branca...
Branca...
E já negra...

Epiderme...

Batuque forte...
Bem prolongado...
Mais um pouco de silêncio...
Para...

Um longo salto...

Leve...
E chega...
Exato!

A luz está acessa...
Não desliga pois tem gente usando!

A porta está aberta...
É o som...
daqueles bem baixinhos que vem crescendo...
virando brisa da respiração...
Me penteia os pêlos do nariz.

O clima aqui está frio....

CG aonde está a minha única camisa P?
Peixe sem escama vira sapo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Par e ímpar

Perto?
Apenas um pequeno parto para quem tem o pé já grávido.

Longe?
A paz é a satisfação da criança-sem-mãe,
chupando o leite na palma da mão
de quatro pneus importados...

Papa-de-borracha.

Perto?
Mais um "N" parente
sentado sobre o próprio colo.

Longe?
O ímpar não existe sem o par.
O par não existe sem o ímpar.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Remela

Lembra?
Você sonha...
eu te liberto com a unha do indicador...
é ela quem toca o SOL...
AGORA...
Bem na hora em que o rei já renasce...
AQUI...
Na terceira corda do violão...

RE-me-LA...

Deitam-se assim as últimas gotículas de sons da garoa...
Pernampinense...
Em dois ouvidos claros de lábios semi-abertos e secos...
Sergipessoenses.

Filtro os sonhos acaju ou seriam queimados?
Encaracolados...
Em minhas mãos...
As energias agora se acalmam...
e me calam os olhos para a lua da noite do dia...

BOM!