Acordei com saudades da luz. Ainda escuro, a luz estava longe de chegar pro meu dia. Clara, como há muito não miopia, a luz dormia seus raios apagados pela guerra de ontem. Aurora, como há muito não vestia, a luz despertava surpresa na noite. Branca. Dormia. Não estava por chegar da rua. Dormia o sono da estrada. Dormia sua força de mãe, menina. Dormia para acordar com fome de mais e com sede de menos. Dormia toda a minha alegria...
Dorme em paz doce avenida, mas quando acordares hoje pra vida, por favor ilumina um pouquinho essas palavras com a sua pele, poesia.
Sexta, 27/01/12: Henrique Magalhães
2 dias atrás
